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Gestão Integrada do Território

Valorizando a vida em todas as suas dimensões: Gestão Integrada do Território (GIT) – Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade

Em agosto de 2011, a Arquidiocese de Belo Horizonte e o Instituto BioAtlântica (IBio) formalizaram uma parceria que objetiva a preservação ambiental, histórica, cultural e religiosa, e o desenvolvimento social da região que abriga o Santuário Nossa Senhora da Piedade. O acordo foi assinado pelo arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo e pelo diretor executivo do IBio, Eduardo Figueiredo. O documento prevê a implantação do projeto de Gestão Integrada do Território (GIT), uma metodologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros e europeus e que será aplicada no entorno do Santuário ecológico-mariano com a participação da PUC-Minas.
Segundo Eduardo Figueiredo, já foram realizados diagnósticos que vão contribuir para o planejamento integrado das atividades no Santuário: “A PUC Minas verificou indicadores importantes no local e utilizaremos todas essas informações em nosso projeto e início das atividades que contemplarão a cultura e a participação da comunidade. Diversos parceiros vão atuar nesse trabalho.”
O professor Eugênio Leite, pró-reitor da PUC Betim, destacou o número de envolvidos no projeto: “Temos professores atuando no projeto GIT Piedade. Até o momento são 70 ações de projetos no local. Nosso desafio é, em 10 anos, integrar todas essas ações e estabelecer uma rede permanente de parceiros”, ressaltou.
Para o reitor do Santuário, padre Nédio dos Santos Lacerda, o trabalho é complexo: “O Santuário Nossa Senhora da Piedade, local de fé e espiritualidade, é complexo em suas várias dimensões. Uma delas é a infraestrutura e o projeto nos ajudará a acolher ainda melhor nossos visitantes, com melhorias e desenvolvimento locais. Pensamos não apenas no Santuário, que abriga a Mãe Piedade, Padroeira de Minas, mas também nas cinco comunidades no entorno e nos municípios de Sabará e Caeté para que todos se desenvolvam de forma planejada e com sustentabilidade”.

Mas por que a GIT na Serra da Piedade?

A Gestão Integrada do Território (GIT) é um novo modelo de gestão sobre o território, que revoluciona o conceito de atuação isolada do poder público e se vale dos princípios do desenvolvimento sustentável. Trata-se de um conjunto de ferramentas que promove a diversidade e a integração cultural das dimensões social, econômica e ambiental partindo da identificação dos dilemas que cruzam a busca de soluções para o território e as comunidades. Para gerar a transformação, as ações reforçam a cultura como mais um elemento da sustentabilidade, a necessidade de formação da comunidade, a economia de recursos e a gestão compartilhada de empresas, poder público e sociedade civil. A GIT trabalha com uma área de ação ampliada e a integração de todos os territórios envolvidos.

Os princípios e as premissas da GIT Piedade

  • Os negócios a serem catalisados pelo Projeto devem gerar benefícios tangíveis para todas as partes envolvidas (Igreja, investidores, governos, população local, entidades ambientalistas, academia e centros de pesquisa e a sociedade em geral);
  • As intervenções e ações do Projeto devem ter sustentabilidade financeira e transmitirem a estrita conformidade legal e devem gerar dividendos religiosos, econômicos, sociais e ambientais tangíveis e mensuráveis;
  • O modelo de governança do Projeto deve assegurar a sustentabilidade econômica, ambiental, social, política e administrativa, garantindo a prestação responsável de contas e a participação de todos os atores da sociedade;
  • Os modelos de desenvolvimento gerados devem buscar a diversificação dos modelos produtivos existentes, fundamentando-se nas vocações produtivas e religiosas regionais;
  • Os modelos de desenvolvimento gerados devem ser replicáveis;
  • Os usuários do solo (proprietários rurais) devem ser considerados como o pilar principal de ações de promoção do desenvolvimento, valorizando sua autonomia e características existentes;
  • As reformas e construções devem buscar instituir práticas sustentáveis, adotando os princípios da Construção Sustentável.

Resultados esperados

Perspectiva cultural

  • Consolidar o patrimônio cultural/religioso do Santuário da Serra da Piedade tangível e intangível como vetor do desenvolvimento regional;
  • Revitalizar e garantir a manutenção do patrimônio cultural.

Perspectiva Ambiental

  • Restauração dos ecossistemas regionais e conectividade de áreas.

Perspectiva Econômica

  • Geração e aumento da renda em comunidades rurais, realimentando mercados e as economias locais, consolidando o Desenvolvimento Rural Sustentável.

Perspectiva Social

  • Fortalecimento do capital humano e social.

Perspectiva Institucional

  • Consolidação da parceria como Modelo de Governança Territorial.