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Nota da Arquidiocese de Belo Horizonte sobre decisão do COPAM

O recurso apresentado pela Arquidiocese de Belo Horizonte, indicando graves e consistentes evidências para a suspensão das licenças concedidas à atividade minerária na Serra da Piedade, foi rejeitado pelo Conselho de Política Ambiental (COPAM). Essa decisão representa um enorme prejuízo, duro golpe ao meio ambiente e à vida. Trata-se de uma irresponsável e cruel agressão a todo conjunto ambiental da Serra da Piedade – fauna, flora, recursos hídricos e habitantes.

É importante destacar, no recurso da Arquidiocese, o parecer da Agência Nacional de Mineração (ANM), contrário à atividade minerária na Serra da Piedade. O parecer é claro: condena o projeto apresentado pela mineradora. Ainda assim, os conselheiros deram anuência para a exploração predatória do Monumento Natural Estadual Serra da Piedade. Além da condenação da ANM, argumentações fortemente fundamentadas na legislação, que indicam erros no projeto, foram totalmente ignoradas.

A mineração que desconsidera a legislação, o meio ambiente, a vida e o bem comum é séria agressão à dignidade humana. Não é possível colocar em risco o bem comum, a natureza e a vida das pessoas, em nome de uma exploração predatória que visa apenas o lucro. Permaneceremos no caminho de contraposição à ganância, para apontar as irregularidades que não contribuem para Minas Gerais e o povo mineiro, buscando a preservação do meio ambiente e da vida. Vamos continuar lutando contra a exploração predatória, buscando a preservação do meio ambiente e a defesa da vida.

Torna-se agressivo e  vergonhoso quando órgãos que precisam ser sérios e não manipuláveis fomentam crimes  ambientais camuflados institucionalmente –  com aparência enganosa  de legalidade. O Brasil precisa mudar urgentemente. As suas instituições precisam ser sérias em benefício do seu fortalecimento democrático e em respeito incondicional à vida plena. Se não houver revisão profunda em todo o processo envolvendo a atividade extrativista e as empresas minerárias vamos continuar convivendo com tragédias ainda mais cruéis – urgentemente é preciso dar um basta a esta nossa triste realidade de lutos, perdas e muito sofrimento provocados pela ganância.

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